segunda-feira, 15 de junho de 2015

Poesia de cara nova - Poesia Práxis

Nascida em 1962, a poesia práxis foi um movimento que surgiu a partir da dissidência de um grupo de poetas que compunham o Concretismo. Sendo assim, a poesia práxis surgiu como uma ruptura aos moldes do Concretismo, tais como o formalismo e o culto pela forma propriamente dita, representado pela palavra-objeto que seria a palavra de ordem. O marco de fundação deste movimento foi a publicação do livro “Lavra-lavra”, de Mário Chamie, e o primeiro documento teórico de sua instauração foi o intitulado “Manifesto Didático”.
Poesia práxis
Foto: Reprodução

As características da poesia práxis

Em contraposição ao formalismo concretista, a poesia práxis é considerada como uma matéria-primacapaz de ser transformada, possuindo um aspecto dinâmico. Se, no Concretismo, a “palavra-coisa” era a mais exaltada, na poesia práxis tem-se a “palavra-energia”, com a valorização da palavra em seu contexto extralinguístico, mantendo uma forte ligação com a realidade social. Esta modalidade não se caracteriza como algo fechado, muito pelo contrário, permite a interferência do leitor com a abertura para múltiplas interpretações. Na poesia concreta, a forma de expressão era a comunicação através do visual; a poesia práxis surge revalorizando o ritmo, a palavra e o verso.

Principais representantes

A poesia práxis foi bem representada por Mário Chamie e Cassiano Ricardo, que valorizavam muito mais o conteúdo do que a forma em si.
Além deles, podemos destacar os seguintes autores e suas respectivas obras:
  • Armando Freitas Filho – Palavra (1963);
  • Mauro Gama – Corpo Verbal (1964);
  • Antonio Carlos Cabral – Diadiário cotidiano (1964);
  • Ivone Geanetti Fonseca – A fala e a forma (1964);
  • Camargo Méier – Cartilha (1964).
Como exemplo de poesia práxis, veja a seguir uma criação de Cassiano Ricardo:

Os nomes dados a terra descoberta

Por se tratar de uma ilha deram-lhe o nome
de ilha de Vera-Cruz.
      Ilha cheia de graça
      Ilha cheia de pássaros
      Ilha cheia de luz.
      Ilha verde onde havia
      mulheres morenas e nuas
      anhangás a sonhar com histórias de luas
      e cantos bárbaros de pajés em poracés batendo os pés.
Depois mudaram-lhe o nome
      pra terra de Santa Cruz.
      Terra cheia de graça
      Terra cheia de pássaros
      Terra cheia de luz.
A grande terra girassol onde havia guerreiros de tanga e
onças ruivas deitadas à sombra das árvores
mosqueadas de sol
Mas como houvesse em abundância,
certa madeira cor de sangue, cor de brasa
e como o fogo da manhã selvagem
fosse um brasido no carvão noturno da paisagem,
e como a Terra fosse de árvores vermelhas
e se houvesse mostrado assaz gentil,
       deram-lhe o nome de Brasil.
       Brasil cheio de graça
       Brasil cheio de pássaros
       Brasil cheio de luz. 

Poesia de cara nova - Neoconcretismo

neoconcretismo foi um movimento artístico-literário, surgido como uma forma de reagir aos excessos trazidos pelo concretismo. Enquanto o concretismo era extremamente racional, o neoconcretismo trouxe a subjetividade de volta para o processo de criação artística. Foi ele o responsável pela primeiras mudanças nas artes visuais no Brasil, através da proposta de uso de novos meios para a produção, bem como da transformação na forma de receber estas obras de arte. Trouxe também um novo modo de escrever, que pode ser conferido através da Obra de Ferreira Gullar e de Reynaldo Jardim.
No final da década de 50 os artistas que faziam parte do concretismo fizeram uma revisão crítica sobre seu pensamento anterior e chegaram à conclusão que estavam fazendo arte segundo “receitas”, obedecendo a certos “dogmas”, fazendo com que seu potencial crítico e artístico fosse quase nenhum.
Em busca de remendar algumas coisas, em 23 de março de 1959, foi lançado o Manifesto Neoconcretista, no Suplemento Dominical do Jornal do Brasil, assinado por Ferreira Gullar, Ligia Clark, Ligia Pape, Amílcar de Castro, Franz Weissmann, Reynaldo Jardim, Theon Spanudis. Tal manifesto foi a abertura da I Exposição de Arte Neoconcreta, que contava com a participação dos mesmos artitas listados acima.
Nos anos seguintes ocorreram outras duas exposições de arte neoconcreta, uma em 1960 e outra em 1961, tendo a primeira ocorrido no Ministério da Educação do Rio de Janeiro e a segunda no Museu de Arte Moderna de São Paulo.
Duas outras exposições nacionais de arte neoconcreta ocorreram nos anos seguintes: uma em 1960, no Ministério da Educação do Rio de Janeiro, e outra em 1961, no Museu de Arte Moderna de São Paulo.
Os neoconcretistas afirmavam que a arte não é apenas um objeto, mas tem sensibilidade, expressividade, subjetividade. Combatiam o concretismo dizendo que não se tratava apenas de formas geométricas, e debatiam os conceitos cientificistas e positivistas na arte. Consideravam as diversas possibilidades criativas do artista e envolviam no processo também o observador ou receptor.
Foi, contudo, fortemente criticado pelos concretistas ortodoxos, principalmente de São Paulo, já que o movimento teve maior influência no Rio de Janeiro. Os concretistas alegavam que a forma teria um “autonomia”, e que portanto não daria liberdade para implicar em simbologias, expressões ou sentimentos.
O movimento neoconcreto apoiava-se na filosofia de Merleau-Ponty, que sugeria a recuperação daquilo que é humano, sensível, e uma das formas de expressar isso era através da cor e de seus múltiplos significados emocionais, dando margem à interpretação mais subjetiva da arte.
Alguns estudos afirmam que o movimento neoconcreto teria sido um divisor de águas na história das artes no Brasil, pois serviria como uma ruptura da arte moderna no país.

Poesia de cara nova - Grupo Tendência

Enquanto São Paulo e Rio de Janeiro disputavam entre si a liderança dos movimentos anteriormente expostos, entre 1957 e 1962 surgia e se desenvolvia em Minas Gerais o trabalho de um grupo de intelectuais em torno da Revista Tendência. Visavam à renovação da literatura brasileira, a partir da perspectiva de um nacionalismo crítico, dentro de uma forma inovadora. Segundo Affonso Romano de Sant’Anna (1978: 146), um dos participantes do movimento, eles propugnavam fidelidade à palavra poética e ao verso do poema em sua forma livresca.
          Recuperando a dicotomia anteriormente exposta, o grupo Tendência valorizava o ideal do nacionalismo crítico-estético, preconizando a pesquisa e a descoberta de formas que correspondam à consciência nacional, conforme consta da página 4 do primeiro número de Tendência.
          Em Affonso Ávila (1969), um dos fundadores dessa revista e, talvez, o mais influente participante do grupo, encontram-se as seguintes passagens esclarecedoras sobre o trabalho desenvolvido pelos poetas de Minas, por meio de seus principais representantes:
a) visavam a uma poesia de maior abertura semântica, dentro de um processo comunicativo de rendimento mais imediato*1;
b) pretendiam inovar através de uma linguagem elaborada por uma sensibilidade nova, com recursos novos, que procurasse aproveitar ao máximo, ao lado de outros recursos de que dispõe, os recursos de comunicação visual;
c) manifestavam-se através de uma linguagem breve e persuasiva, o que, entretanto, não implica na impossibilidade de se elaborar, quando o tema assim exige, um poema mais extenso, de estrutura mais complexa (Ávila, 1969: 59-86).
          O grupo Tendência propugnava a fundação de uma expressão literária de autenticidade brasileira. Com essa afirmação, evidencia-se a preocupação social do poeta, a desalienação do escritor e de sua obra, a revisão de valores nacionais e a implantação de padrões críticos novos.

          Em 1963, realizou-se em Minas Gerais a Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, fundindo harmonicamente os ideais concretistas de São Paulo e os do grupo mineiro. Com esse fato, deu-se um avanço nas pesquisas estéticas, pois, ainda, conforme a avaliação de Affonso Ávila (1969: 78):

uma ação conjunta de vários grupos empenhados no mesmo
objetivo só se tomaria viável após lenta evolução dialética de
suas respectivas posições, com maior abertura ora para o plano do engajamento, ora para o plano experimental, até a final confluência numa posição única, global e em verdade criadora.

          Com a Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, permaneceu a imagem do fazer poético como ato criador, compromissado com o público a que se destina, desafiante dos recursos tecnológicos da era de comunicação de massas, engajado em um contexto histórico específico e adepto de uma função crítico-criativa em âmbito nacional e internacional.

          Nas conclusões comunicadas pela Semana, destacam-se os seguintes aspectos:

a) a consciência da criação de novas formas e processos necessários para o desenvolvimento e o avanço da poesia brasileira;

b) a necessidade da luta por uma linguagem comunicativa, de complexidade variável, divulgada por todos os canais, dirigidas a todas as faixas de público, para que as camadas mais amplas do povo se tornassem cada vez mais conscientes de sua participação social e política;

c) a responsabilidade assumida pelo poeta para com sua época, exigindo a utilização da linguagem, não para fixar e consagrar padrões repetitivos, formas e temas já explorados, mas para desencobrir e revelar valores éticos, de reformulação da sociedade, induzindo o leitor a tomar consciência de si mesmo e de sua existência social alienada. E neste sentido que se dá a contribuição do poeta: jogando com as palavras, modo de ser específico da poesia como ato criador, contribuir para a transformação da realidade nacional. 

Poesia de cara nova - Concretismo

Antes de darmos início à discussão, até mesmo para facilitar seu entendimento, analisemos um poema concreto, sob a autoria de Décio Pignatari:

Exemplo de poema concreto

Poema de Décio Pignatari
* Em vez de sentimentalismos, tem-se concretudes;

* Em vez de elementos estruturais (estrofes, rimas...), a própria palavra, a palavra-objeto;

* Formas? Dispostas geometricamente, de modo a permitir que o leitor assimile a mensagem por vários ângulos. Neste poema, em especial, da esquerda para a direita, de cima para baixo e vice-versa;

* Predomínio de imagens em detrimento ao caráter discursivo;

Elementos estes, dentre tantos outros, fazem-nos deparar com um novo estilo que norteou a poesia brasileira pós-Modernismo, demarcada, sobretudo, pelo visual.

Dessa forma, tendo em vista que a Literatura é concebida como a expressão do homem vivendo em meio a seu tempo, façamos uma breve retomada no contexto político que tanto demarcou a era em questão.

Contextualizamo-nos, pois, ao governo de Juscelino Kubitschek, que, pautado por forças desenvolvimentistas, fez-se notado por promover o crescimento industrial e urbano. Contudo, mescladas a esse avanço, apareciam a dívida social e a inflação. Assim, em meio a esse ínterim, graças a um discurso moralizante, subiu ao poder Jânio Quadros, demarcado pelas forças impetuosas de promover uma verdadeira faxina em prol de uma economia de uma ordem social mais justa. Depois de empossado, após sete meses de mandato teve de ceder lugar para seu sucessor, João Goulart. Instaurava-se, assim, um período de grandes instabilidades, tanto no campo político, quanto no econômico, o que resultou na formação de duas classes: de um lado as forças populares que clamavam por reformas sociais, e de outro os setores conservadores, temendo uma ameaça comunista.

Em 1964 entrava em cena o Golpe Militar, e com ele a fase da Ditadura, sem falar nos atos institucionais, sobretudo o AI 5. Surgiu, então, outra classe, dessa vez mais inteligente do que nunca, formada por movimentos estudantis, apoiados por professores, intelectuais e artistas, cujo intuito era o de promover uma verdadeira revolução social. Surgiu o cinema e instaurou-se a Bossa Nova (que contava com a participação de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque, notabilizados por uma visão engajada da cultura nacionalista). O Tropicalismo, fruto desta ascendência cultural, em muito se baseou nas ideias do grande mestre Oswald de Andrade, com seu Manifesto Antropofágico, traduzindo a realidade brasileira com humor e irreverência por meio da habilidade artística.

Assim, sob forte influência de tais acontecimentos, surgiu também o Concretismo, originado em 1965 com a revista Noigandres, caracterizado como um movimento que reproduziu, tanto em forma quanto em conteúdo, as mudanças, ocasionadas pela industrialização, que tanto se fizeram presentes em solo brasileiro. Muitas de suas características já foram exaltadas por meio do poema que nos serviu de exemplo, cuja ideologia era fazer da palavra concreta objeto real para as manifestações voltadas para a crítica à sociedade, tendo no consumo exacerbado e no capitalismo sua principal “fonte de alimentação”.

Foi assim que seus principais precursores, Décio Pignatari, Haroldo e Augusto de Campos (sendo esses dois últimos irmãos), propuseram uma nova visão da arte poética, abnegada de sentimentalismos extremos e fundada na concretude de sentidos, explorando três de suas principais vertentes: a visual, a sonora e a semântica.

Como uma espécie de denúncia, já antes ressaltada, a literatura se fez vista por intermédio de grandiosas criações, como esta de Décio Pignatari, na qual notadamente identificamos uma crítica ao imperialismo norte-americano e ao consumismo da sociedade moderna, cujo slogan é “Beba Coca-Cola”. Nele, o autor permite que o leitor faça possíveis interpretações, dada a disposição geometricamente composta das palavras. São nítidas, dentre muitas outras, interpretações voltadas para uma concepção degradante do produto em voga (no caso, a bebida), manifestada pelo uso dos vocábulos “babe, cola, caco, cloaca”, denotando algo voltado para o imundo, para o pegajoso

Jogos

Em nossa sala de aula, o Professor Cid, nos dividiu em grupo para que pudessemos criar um JOGO em um aplicativo, que fosse voltado para a Língua Portuguesa. A ideia é muito criativa e será uma maneira lúdica e diferente de aprender mais!!!
Ainda estamos em andamento para a criação dos jogos, assim que todos os jogos estiverem prontos, vocês poderão ter acesso a ele.

Argumentação na propaganda

Para se argumentar, expressar uma ideia, por meio de uma propaganda é basicamente necessário que ela se encaixe em uma categoria, um tipo, que demonstre o que ela quer dizer. Temos três tipos: emotiva, reflexiva e humorística.
Na propaganda emotiva, são usados artifícios que toquem o lado emocional de quem as assiste, como por exemplo, a demonstração de sentimentos de um casal, o carinho de uma família, temas positivos que nos fazem ficar feliz, entre outros. Desde que a propaganda nos toque emocionalmente, nos comova, ela é considerada emotiva.
Já a propaganda reflexiva, apresenta ideias que nos fazem pensar, refletir em torno de um assunto muitas vezes considerado polêmico, é o tipo de coisa que assistimos e ficamos pensando depois em qual o nosso posicionamento a respeito, se é ou não correto e se convém pensar de modo diferente. Para exemplificar, podemos usar as propagandas a respeito da lei seca, onde são mostrados acidentes que acontecem quando álcool é ingerido, com isso, ocorre uma reflexão, sobre ser correto ou não beber e dirigir.
A propaganda humorística, como o próprio nome diz, apela para o humor, ideias engraçadas, que façam com que o público alvo se interesse pelo produto ou assunto ligado a mesma. Na maioria das vezes são usadas pessoas já famosas que trabalham na área humorística, com isso os publicitários conseguem atrair mais pessoas.
Então, podemos criar diversas propagandas e se quisermos podemos interligar os tipos e criar uma nova categoria, bom, agora ficou mais fácil criar uma propaganda seguindo um dos padrões ou vários.

 

Uso do "SE"

No emprego ¨se¨ pode se expressar relações de condicionalidade, concessão e comparação, ou desempenhar a função de obejeto.
1)    Relação de causalidade: Se expressa causalidade.
Ex: Se vocês não podem recuperar nada disso, por favor, parem de destruir!
2)    Relação de comparação: Equivale às expressões como, assim como, tal qual etc.
Ex: Se a natureza sustenta o homem, a preservação do ecossistema garante vida.
3)    Partícula expletiva ou realce: O pronome se é considerado partícula expletiva, sem função sintática.
Ex: Ana Maria se morria de ciúmes pelo irmão.
4)    Com função de objeto: Exerce a função de objeto nas orações substantivas.
Ex: Hoje me pergunto se meus filhos vão poder ver tudo isso.
5)    Pronome pessoal oblíquo reflexivo: Equivale á expressão a si mesmo desempenhado as seguintes funções sintáticas- objeto direto e indireto índice de indeterminação, etc.
Ex: (Objeto direto)- Os jogadores abraçaram-se depois do gol.

(Objeto indireto)- A jogadora se deu a medalha.